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vamos partir na primavera e deixar forjado aqui. um caminho é também uma espera, tão longe. levamos terra e um pouco da nossa voz, a água que sair do corpo será um rio a pernoitar sempre.
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Prefácio
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Vou escrever um livro com a palma das mãos da minha inocência, vais ver, um mapa dos dias ímpares em que marcamos a nossa morte. O segredo é cartografar todas as fronteiras do nosso abandono como bibliotecários anónimos dessa paixão e fazer disso um país catalogado por nós.
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